domingo, 12 de outubro de 2008

Vidas que mentem.

Nuca vivi o que não conhecia, sempre saboreei da verdade sem querer admiti-la e hoje estou de frente com a realidade que tanto evitei.
Sempre soube que aceitar os fatos é de fato crucial mas nunca deixei de admitir que a imaginação me leva a lugares muito mais prazeroso no qual sempre preferi estar. Todas mentiras são tão bem molduradas que eu mesmo me engano com os personagens que criei ,com as cenas que fiz e de todas situações que pude me aproveitar e aqui estou, eu de frente com o mal que criei, de frente pra mentira que alimenta e destrói minha alma, agora somos um só. O meu EU me questiona por um vício que já não sei mais como evitar, as lágrimas que choro é pura encenação desse teatro em que transformei meus dias, agora estou no chão rastejando sem ter direito de sofrer e alegar que vivo um engano, porque eu sempre soube que você nunca me pertenceria eu não caibo na tua vida sou pequena de mais pra chamar sua atenção.
Quem sabe chamaria se estivesse interpretando uma outra personagem, talvez chegaria mais próximo de tocar tua alma mais não, a mentira nunca dura tempo suficiente para sentirmos total prazer em sua companhia. O prazer agora amarga em minha língua e tudo o que tenho que fazer é continuar fingindo que nada mudou pois você não seria tanto pra me ver assim no chão mendigando compreensão do meu mero existir.

(Débora Helena)

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